Descritivo das palestras da Top Minds na semana do empreendedor

Veja o que vai encontrar nas palestras da Top Minds na semana do empreendedor.

 

Automação Comercial

Como medir o quanto sua empresa está perdendo de venda? Automatizar a área comercial sempre foi um grande desafio. Mas sim, é possível.
A palestra vai mostrar a importância de formatar a venda em um processo com início, meio e fim. Também apresentará formas de medir sua eficiência e controlar seus estágios. Seja individualmente, seja em equipe, serão apresentadas algumas das melhores práticas da automação comercial alicerçadas no CRM, com foco no pequeno empresário.

e-Commerce

Vender pela internet também é possível para o pequeno empresário. A capacitação vai passar por todas as fases necessárias para que o seu comércio virtual aumente as chances de sucesso.

Eficiência energética

Em tempos de crise, manter custos e despesas controlados é fundamental. E o gasto com energia é um dos que mais tem pressionado o orçamento do pequeno empresário.
A palestra vai conceituar eficiência energética, dar dicas de como consumir menos, e mostrar caminhos para fazer um projeto de eficiência energética de forma segura e com resultados sólidos.

Empreendedorismo

Alguns empreendedores sonham com um negócio próprio, mas não se dão conta do seu processo de materialização. Seja uma invenção, seja um novo negócio.
Através de um caso de sucesso real vivido pelo próprio palestrante, será apresentado o caminho para o empreendedor colocar um novo produto / conceito no mercado nacional e internacional.

Estoques

Saber o que, quando e quanto comprar. Esse é um dos maiores desafios para o pequeno empresário da indústria e do varejo. A gestão de estoques feita da forma correta aumenta a lucratividade e melhora a satisfação dos clientes.
A palestra vai tratar o assunto de forma objetiva, dando caminhos valiosos para que o pequeno empresário possa impulsionar o seu negócio através de boas práticas de mercado.

Inovação

Crise é oportunidade! No lugar comum prevalece aquele que já está estabelecido.
A palestra vai mostrar a importância de o empreendedor buscar diferentes formas de entregar o mesmo produto ou serviço em tempos de crise, rever com olhos criativos a percepção de valor para o seu cliente, e conquistar mercados.

Web

Estratégias práticas para que o pequeno empresário construa um website alinhado com seus perfis de cliente, seu posicionamento no mercado, com os benefícios do seu produto, e com seus canais de venda.

Como usar estratégia em pequenas empresas?

O que considerar para aplicar estratégia em pequenas empresas. Quais são as principais dificuldades, qual a origem do termo e quais são os principais pontos.

Sempre que eu ouço alguém falar de estratégia em pequenas empresas (ok, eu ouço muito, já que é o nome da minha empresa) me lembro daquela cena do filme “Tropa de Elite” com o Capitão Nascimento treinando os postulantes ao BOPE repetindo a palavra em diversas línguas:

“Estratégia, do grego Stratègós, do inglês Strategy, do francês Stratégie…”

Sim! Quem se lembra do filme lembra também que esse era um treinamento para os cadetes controlarem o sono! E é aí, infelizmente, que começo a falar sobre estratégia no nosso mundo empresarial. A impressão que tenho quando falo sobre Estratégia com o empresário é que estou dando uma de Capitão Nascimento. Neste momento o empresário está pensando:

“Esse cara vai me pedir para montar a estratégia da minha empresa? O tempo que vou ‘perder’ com isso daria para eu resolver 5 problemas de clientes, fazer 5 reuniões de acompanhamento com meus funcionários e quem sabe até conseguiria fechar 2 negócios importantes!”

Ele está certo, mas o que é isso sem estratégia? Na verdade, o empresário até está certo, pois ele pratica estratégia sem querer e a trabalha diariamente. Quer ver? Quando ele abriu a empresa e decidiu quais produtos venderia e a que preço, isso é estratégia. Quando decide criar uma nova linha ou entrar em algum mercado, ele tem algum objetivo e a forma como chegar lá. Isso é estratégia. E posso dar mais vários exemplos.

Então qual é o problema? Bom, o empresário faz isso sem métodos e baseado em “achismo”. Ele pensa “eu conheço esse mercado melhor do que ninguém. Esse é o caminho!”. E “sai fazendo”.

Aí a coisa complica! Uma decisão estratégica deve estar largamente baseada em fatores quantitativos e qualitativos. Opiniões de clientes, levantamento de tamanho de mercado, investimento e impacto em custos, lucro esperado, competências da empresa e muitos outros fatores devem ser considerados.

Aí vale a pena investir no planejamento para realizar a mudança estratégica. Se o empresário não dispõe deste tempo ou ‘não tem a manha’, pode contar com a ajuda externa, mas deve ter em mente que esse será um valor muito bem investido, se ele escolher pessoas bem preparadas.

Voltando ao ‘Tropa de Elite’, se o filme mostrasse a continuação da aula do capitão Nascimento (e os espectadores não dormissem), ele provavelmente explicaria que estratégia é um conceito militar, empregado há milênios no campo de batalha.

E não vivemos uma guerra no nosso dia-a-dia empresarial? Pois é, a estratégia é um conceito militar aplicado em larga escala no mundo dos negócios. Basicamente, refere-se a:

 Para os militares

 Para os empresários

O Objetivo Onde você quer chegar e quais são os resultados esperados
Ofensiva Quais são as ações empregadas para chegar ao objetivo?
Cooperação Quais os recursos humanos e as parcerias empregadas?
Concentração (Massa) Qual será o esforço empregado? Quanto do seu orçamento será alocado?
Economia Vai valer a pena a empreitada? Considerar investimentos e custos posteriores à implantação.
Manobras Como chegar lá? Detalhamento das ações.
Surpresa Como surpreender seu concorrente? Qual é o momento de realizar as ações e como comunicar ao mercado?
Segurança Controle de riscos da implantação da estratégia? Qual o plano de fuga?
Simplicidade Aplicar ações complexas apenas quando necessário, no mais, os objetivos e ações devem estar claras para todos os envolvidos. Método KISS (Keep it simple and stupid)!

E você está preparado para esse exercício militar, na sua empresa? Chame-nos para conversar se precisar de ajuda!

Leonardo Canto e Mello é especialista em Processos, web marketing e Relacionamento com o cliente. Gerenciou projetos de CRM e canais eletrônicos para mais de 20 paises na Linde Gas Therapeutics. Formado em administração de empresas pela PUC-RIO e especialização em marketing no IAG e gestão pelo IBMEC-RJ.

Como usar o RH em pequenas e médias empresas?

Como consultora de RH para empresas de diversos tamanhos e segmentos, tenho presenciado o distanciamento que os empresários têm em relação à Recursos Humanos.
Durante os serviços que presto, ouço diversas dúvidas quanto ao uso de RH. Seguem algumas delas:

  • “Teremos que mudar muita coisa para usar RH, isto requer um alto investimento”
  • “Nunca precisei de RH, por que agora?”
  • “Nossa empresa é pequena para ter RH.”
  • “Nossos funcionários foram sendo indicados por outros, minha equipe é unida!”
  • “Não percebo a necessidade da área implantada, apenas o Departamento Pessoal é necessário.”

O resultado é que poucas empresas de pequeno e médio porte possuem a área do RH. Porém, mudanças são necessárias nas organizações, de qualquer porte! É aí que as dúvidas começam a surgir.

Na verdade, o RH é extremamente necessário para o desenvolvimento de qualquer empresa. Uma pergunta para se pensar: quem faz acontecer, quem executa, quem, afinal, dá o lucro para sua empresa? Pessoas, certo?

Aí está a grande importância do RH, o gerenciamento de pessoas. Afinal, o RH é uma associação de métodos, técnicas e práticas com objetivo de potencializar o capital humano. Com isso o RH facilita a seleção, gestão e direcionamento dos funcionários, sempre tendo os objetivos e metas da empresa como norte.

E você? Está trabalhando o fator humano como deve?
Algumas perguntas para reflexão:

  • Sua empresa valoriza a mão de obra que faz seu negócio acontecer?
  • Sua empresa investe na qualificação de seus colaboradores?
  • Sua empresa considera que o pessoal motivado e qualificado valoriza a empresa em que trabalha?
  • Sua empresa retém pessoas talentosas e em quem você investiu?

A Estrategia+ tem por finalidade implantar processos em todas as áreas de sua empresa, o RH é uma parte fundamental do nosso portfólio. Temos visto diversos projetos de estratégia que quando implantados quase obrigatoriamente demandam um serviço de RH.

Acredite: o RH faz toda a diferença nos resultados de sua empresa. Criar e organizar a área humana da empresa reflete diretamente na tomada de decisões, nas diretrizes que a empresa definiu, no seu desenvolvimento e no crescimento da empresa.

Consulte-nos sem compromisso!

Pegando roubo de caixa no varejo – 2ª Parte

Na coluna passada (leia aqui) mostrei para vocês uma forma bastante eficiente para descobrir se você está sendo roubado através dos controles do seu negócio.

Nessa coluna de fevereiro dividirei com vocês algumas experiências dolorosas e caras que vivi, e que mostram alguns métodos muito usados para se roubar o caixa em lojas no varejo. Fique esperto, pois pode estar acontecendo com você.

Lembro como se fosse ontem minha primeira decepção. Os números da empresa pioraram de uma hora para outra e percebemos que algo estava acontecendo. Logo ia descobrir que o problema era com a funcionária que mais gostava na empresa. Pior, ela estava grávida.

Gostava dela não era à toa. Além de simples e simpática, era muito inteligente. Mas após algumas sequências de CMV (custo de mercadorias vendidas) horríveis, fomos analisar as câmeras. Lembro que não parecia haver nada errado. Todos os “tickets” eram digitados. Não havia nenhum movimento de dinheiro não entrando no caixa. Aparentemente tudo certo.

Foi quando o nosso gerente percebeu pela câmera que a maquininha registradora não se mexia após finalizar uma venda. O dinheiro entrava no caixa, mas aparentemente não estava havendo o registro. Para se resumir a estória, depois de muitas análises e conversas com outros funcionários, descobrimos que o roubo acontecia da seguinte forma:

Pela manhã a funcionária recebia R$ 150,00 para ter troco durante o dia. Antes de descer para o caixa, ela já colocava esse dinheiro no bolso. Quando começava o movimento forte na loja, ela fazia todo o caminho no sistema para fazer a venda mas, ao final, ao invés de apertar a tecla “enter” pra confirmar a operação, ela apertava a tecla “esc”. Ou seja, o sistema voltava para a tela inicial, e o registro não era feito.  Como o movimento era intenso e os balconistas adiantavam o pedido, a falta do “ticket” não era sentida.

Mais: ela tinha uma calculadora de mão que ficava ao lado do computador. Tudo que ela não registrava,  ia somando na calculadora. Quando chegava aos R$ 150,00 que ela havia colocado no bolso antes de descer para o caixa, ela parava com o processo. Por isso não havia movimento de dinheiro do cliente para o bolso. Era esperta ou não a menina? Pena que usava para “o mal”. Resumindo, prejuízo de mais de R$ 3.000,00 por mês.

Depois os métodos foram evoluindo. No último roubo que pegamos, a caixa batia apenas metade do pedido do cliente. Assim, até a saída do ticket acontecia. O resto do processo era igual. E olha que as duas funcionárias nem chegaram a se conhecer. Dificilmente “pegaríamos” se não houvesse rígidos controles.

Fiquem atentos também aos pagamentos de alguns fornecedores que são feitos no momento da entrega do produto. Não é incomum “acertos” entre o gerente da loja e o entregador, aumentando o valor da notinha. Muita atenção também a quantidade que entra na loja. Receber mercadorias a menor e “rachar” depois com o funcionário é muito fácil de fazer quando alguém está mal intencionado. E dificílimo de pegar.

Quero deixar claro que esses casos em nossos negócios não são corriqueiros. A grande maioria dos funcionários que trabalha conosco parece ser honesta e honrada. Muitos saíram por outros motivos, e os melhores continuam conosco até hoje assumindo cargos mais altos. Fazemos questão de buscar e reter os talentos. Mas esse também é um assunto para outra coluna.

Ah, e para quem acha que esses casos de roubos de caixa no varejo não acontecem por aí, escutem essa. Outro dia estava em um grande supermercado da Barra da Tijuca, no Rio. O lugar estava lotado, mas passei em uma loja para matar minha fome e comprar 5 pães de queijo.

Ao invés de receber a notinha, a caixa foi “direto ao assunto” e me entregou os 5 pães de queijo. Lembrei de toda minha experiência de balcão e, por reflexo, estiquei meu pescoço pra ver o que havia ao lado da caixa registradora da menina que me atendia. No que, de relance, pude ver a caixa digitando em sua mini calculadora o valor exato dos meus 5 pães de queijo que não foram registrados.

Pra bom entendedor, meia palavra basta… E já sabem. Calculadoras ao lado do seu caixa, só se forem estritamente necessárias.

Saiba mais sobre como pegar roubo no caixa! Leia aqui o primeiro post sobre o assunto.

Grande abraço e até a próxima.

Vicente Maia é especialista em franquias, análise de pontos comerciais e estratégia. Também é sócio da primeira franquia da Rede Mega Matte, e possui 3 lojas posicionadas entre os melhores faturamentos da rede de quase 100 lojas. Formado em administração de empresas pela PUC-RIO e especialização em gestão pelo IBMEC-RJ. Empreendedorismo “na veia”.

Como pegar roubo no caixa da sua loja

Amigos empreendedores, após as festas de fim de ano, estamos de volta com força total ao nosso blog sobre empreendedorismo.

E tenho certeza que o assunto de hoje vai interessar muita gente. Afinal, um dos grandes problemas dos pequenos negócios é o desvio no caixa feito pelos próprios funcionários, principalmente no varejo.

Aliás, infelizmente, isso é muito mais frequente do que vocês possam imaginar. E não tenho dúvidas de que muitos empreendedores que estão lendo esse texto estão sendo roubados há algum tempo, sem terem a menor idéia disso. Em alguns casos, pelos funcionários que temos mais confiança. Normalmente é ali que “damos o mole”. Infelizmente.

Ter câmeras em todos os cantos da empresa e em cima do caixa inibi, mas está muito longe de bastar. Afinal, quanto custaria deixar alguém olhando e analisando vídeos o dia inteiro? Provavelmente, o controle sairia mais caro do que o controlado.

Então, qual é o segredo? Ai vão os 3 passos que vão impedir que você passe anos sendo roubado sem saber. É simples entender, mas não tão fácil executar. Isso porque é fundamental ter o controle “redondo” da sua empresa. Se você tem, sabe com boa acurácia a média dos custos de mercadorias vendidas (CMV) da sua empresa. Se não tem, corra atrás disso “pra ontem . Os benefícios são múltiplos. Então vamos lá:

Mês 1: Se em um mês acontece um aumento abrupto de CMV, e não houve qualquer mudança considerável nos seus preços de venda ou nos seus custos de produto, dê uma boa analisada. Pode ser que você tenha comprado mais estoque do que o normal. Se for esse o caso, é muito provável que no mês seguinte o seu CMV fique abaixo da média.

Mês 2: Mas e se no mês seguinte o CMV continuar acima? Dê outra boa olhada se não houve perda considerável de mercadorias por qualquer motivo nos últimos 2 meses, ou se seu estoque está explodindo de mercadorias, ou se houve mudança no comportamento da demanda (vendendo mais mercadorias com menor margem).

Mês 3: Se vier o terceiro mês e teu CMV continuar acima da média, com as outras variáveis se mantendo, é duro dizer, mas pode checar que “aí tem”…

Esse é o momento de ir para suas câmeras. Faça uma busca detalhada das imagens (é importante que elas gravem, senão elas existem apenas para assustar), faça rodízio de funcionários, converse com gerentes e empregados. Dificilmente alguém rouba sozinho, ou pelo menos sem que alguém fique sabendo.

Com o roubo descoberto, temos que resolver o problema. E aí uma dica: seja severo. Junte filmagens e provas para que você esteja bem calçado em suas decisões e atitudes. Avalie se não vale a pena dar o temido “justa causa”. Ser rígido nesses momentos é tão importante quanto dar todo o subsídio para que os funcionários da sua empresa façam sempre um bom trabalho.

Para quem tem um plano na empresa de PPR (política de participação em resultados), mostre pra todos que, se alguém tiver roubando a empresa, essa pessoa está também “metendo a mão no bolso” de todos os funcionários. Isso vai incentivar os próprios funcionários a delatarem casos como esse.

Infelizmente, já descobri desvios dessa forma em diversos tipos de negócio. Aliás, quase sempre que entro em uma empresa para consultorias financeira, algo acaba aparecendo. Pode ter certeza que o método funciona. E se o problema de aumento de CMV não for roubo, pode correr atrás do motivo porque, de qualquer forma, teu lucro está indo pro “ralo”.

Em nossa próxima coluna abordarei algumas formas de como funcionários mal intencionados roubam o caixa no varejo. Foram aprendizados dolorosos e caros que irei dividir com vocês.

Mas por ora, falemos de coisas boas. Desejo um 2013 com muito dinheiro mas, principalmente, paz de espírito… Aliás, normalmente eles andam juntos…

Saiba mais sobre como pegar roubo no caixa! Leia aqui a continuação desse post.

Grande abraço e até a próxima.

Vicente Maia é especialista em franquias, análise de pontos comerciais e estratégia. Também é sócio da primeira franquia da Rede Mega Matte, e possui 3 lojas posicionadas entre os melhores faturamentos da rede de quase 100 lojas. Formado em administração de empresas pela PUC-RIO e especialização em gestão pelo IBMEC-RJ. Empreendedorismo “na veia”.

7 razões para o projeto de SEO dar errado

Alguns clientes se queixaram comigo que contrataram serviços de SEO e não conseguiram o resultado esperado. Não fico surpreso com essas queixas, pois entendo que a melhoria do resultado de busca pode ser alcançado, mas não deveria ser nunca prometido.

Para entendermos SEO temos que entender o que um site de busca faz. Ou melhor, vamos entender o que o Google faz, pois ele domina as buscas da internet (90% das buscas no mundo e 96% no Brasil). O Google trabalha basicamente com robôs de busca, indexadores e milhões de processadores (mais informações clique aqui). Na prática, isso significa que um site com um bom SEO deve ter bastante conteúdo, conteúdo coerente, sem malícia páginas que permitam ao usuário achar mais informações (ou seja, links para outras páginas coerentes), e que carreguem rápido e sem erros.

Portanto, temos aqui 5 tópicos referentes ao conteúdo e 2 puramente técnicos. Um especialista em SEO deve então considerar as questões de marketing e de desempenho do web site.

Vamos analisar onde ocorrem os erros em serviços de otimização de posição em sites de busca olhando cada tópico.

1 – SEO é um trabalho contínuo

SEO é um processo sem fim

O erro de quem presta o serviço – Uma contradição nos serviços de SEO oferecidos é este ser um projeto estanque. Uma vez que o “especialista em SEO” termina o projeto o site não é mais alimentado ou é alimentado de forma incorreta. SEO é um processo, o projeto só serve para dar o direcionamento inicial.

O que devo considerar para um bom SEO?

O web site deve ser alimentado com conteúdo continuamente, assuntos em voga e consistentes tem público certo, mas isso não significa que apenas notícias perecíveis devem ser usadas. Material de referência é buscado por um público menor, mas certo, meses e anos depois da página ter sido veiculada. Outro ponto interessante sobre a continuidade do trabalho visando o SEO é que o material pode e deve ser editado depois de sua veiculação, com base em novas pesquisas e até com base em comentários de visitantes.

2 – Critérios do Google

Quem manda é o Google

O erro de quem presta o serviço – Promessa de que o trabalho deixará o site pronto com um bom SEO. Pior: usar recursos no site que burlem a forma como a página é buscada (repetição de palavras, links sem sentido, etc)

O que devo considerar para um bom SEO?

Os critérios de busca do Google mudam constantemente. Estar atualizado quanto aos movimentos do Google é importante para os profissionais de SEO, mas se você não pode perder tempo com esse acompanhamento, então respeite o slogan do Google: Don’t be evil (Não seja mal). Simples assim!

Explico: Se o seu conteúdo está focado em passar informação consistente, substancial e valiosa para os internautas, você estará alinhado com o que o Google valoriza.

Uma vez alinhado com o Google, passe a monitorar o desempenho com o Google Analytics.  O bounce rate, links para o seu web site e quantidades de acessos  influenciam o pagerank. São informações de desempenho do seu site.

Se quiser ir mais a fundo, com ferramentas especiais, recomendo o Google Developers. Lá você encontrará ferramentas “permitidas” que realmente vão melhorar a performance do seu site, como o uso de sitemaps.

A razão disso tudo é que sempre há alguém tentando burlar as regras dos resultados de busca. O Google reage de forma a manter os indexadores sempre retornando páginas consistentes com a busca e sem truques. Assim sendo, técnicas maldosas podem gerar um resultado razoável de curto prazo, mas ao longo prazo tendem a ser punidas pelo Google, não apenas quanto à página com o problema mas para todo o site.

3 – Quantidade é importante

Ofereça muito conteúdo, mas de qualidade

O erro de quem presta o serviço – Aqui o erro não é do ‘especialista em SEO’, mas geralmente do web designer que desenvolveu o projeto. É mais fácil agradar quem está ‘comprando’ um site com um lay-out estupendo do que convencendo o sujeito que o site dele deve oferecer um b0m conteúdo. Como o web designer geralmente é mais forte em imagens do que em conteúdo, ele une o útil ao agradável (para ele) e cria um site lindo, mas que fica pouco visível ao Google.

O que devo considerar para um bom SEO?

Aqui vai um simples exercício de matemática. O Google busca palavras-chave, então qual o site terá mais chance de ser encontrado?

  • Aquele com 30 imagens maravilhosas e uma descrição de 10 palavras para cada ou
  • Aquele com 30 páginas e posts com 400 palavras cada uma

Imagens são extremamente importantes para seres humanos. São elas que vão inspirar a pessoa a retornar ao site, a comprar, a confiar no site… No entanto o Google lê palavras-chave, e aqui estamos tratando de atrair pessoas pela primeira vez ao site usando SEO.

4 – Concorrência

Concorrência

O erro de quem presta o serviço – Prometer o que não está sob seu controle. Como? Não considerando a concorrência e outros sites que fornecem conteúdo similar (mesmo que não sejam concorrentes) e principalmente o porquê do sucesso deles.

O que devo considerar para um bom SEO?

Você já deve ter ouvido a expressão busca orgânica. Ela significa a resposta do próprio mecanismo de busca às pesquisas dos usuários e não ao retorno de palavras pagas.

Mas porque orgânico? porque ele é vivo. Ou seja, a posição no pagerank varia de acordo com diversos critérios. Isso significa que aquela página que é chave para a sua campanha de SEO pode subir ou descer  de acordo com a atuação de seus concorrentes e todas as outras páginas que mencionam conteúdo similar ao seu.

O acompanhamento da relevância das palavras-chave do seu site torna-se fundamental aqui. O próprio Google oferece recursos para que você realize esse acompanhamento através do Google Webmasters.

5 – Estratégia de Nicho

SEO é nicho

O erro de quem presta o serviço – Não ir a fundo no posicionamento do conteúdo do site, não pesquisando as palavras-chave com as quais o site encontrará o seu público.

O que devo considerar para um bom SEO?

Se você, como os outros 99,9% dos responsáveis por web sites não tem grandes orçamentos e não possuem uma marca largamente conhecida, então você tem que atacar um determinado nicho.

Existem milhões de pessoas procurando por milhões de coisas específicas. Para atingí-lo você deverá considerar os seguintes passos:

  • Defina o seu público, o que e como ele busca.
  • Teste palavras-chave, veja seu resultado nas ferramentas do Google
  • Crie mais conteúdo, focado no que o seu público procura e edite o conteúdo antigo
  • Controle de perto entendendo cada dado

Quando o site é lançado, não há base de informação, portanto use os primeiros meses para entender os resultados. Entenda como o seu público comenta sobre o seu produto ou serviço e é bem provável que você entenda como ele busca. Você pode ser o rei dentro do seu nicho. O acompanhamento diário do Google Analytics te dará as informações necessárias para você informar o que o seu público quer ouvir.

6 – Velocidade da página

Quam manda é o Google

O erro de quem presta o serviço – Promessa de que o trabalho deixará o site pronto com um bom SEO. Pior: usar recursos no site que burlem a forma como a página é buscada (repetição de palavras, links sem sentido, etc)

O que devo considerar para um bom SEO?

Os critérios de busca do Google mudam constantemente. Estar atualizado quanto aos movimentos do Google é importante para os profissionais de SEO, mas se você não pode perder tempo com esse acompanhamento, então respeite o slogan do Google: Don’t be evil (Não seja mal). Simples assim!

Explico: Se o seu conteúdo está focado em passar informação consistente, substancial e valiosa para os internautas, você estará alinhado com o que o Google valoriza.

Uma vez alinhado com o Google, passe a monitorar o desempenho com o Google Analytics.  O bounce rate, links para o seu web site e quantidades de acessos  influenciam o pagerank. São informações de desempenho do seu site.

Se quiser ir mais a fundo, com ferramentas especiais, recomendo o Google Developers. Lá você encontrará ferramentas “permitidas” que realmente vão melhorar a performance do seu site, como o uso de sitemaps.

A razão disso tudo é que sempre há alguém tentando burlar as regras dos resultados de busca. O Google reage de forma a manter os indexadores sempre retornando páginas consistentes com a busca e sem truques. Assim sendo, técnicas maldosas podem gerar um resultado razoável de curto prazo, mas ao longo prazo tendem a ser punidas pelo Google, não apenas quanto à página com o problema mas para todo o site.

7 – Links corrompidos

Procure links corrompidos

O erro de quem presta o serviço – Não rastrear links

O que devo considerar para um bom SEO?

A velocidade é um problema, mas podem haver outros. Caso a página tenha links corrompidos ou apontando para páginas suspeitas o web crawler se perderá da mesma forma, resultando mais uma vez em um mal posicionamento no ranking. O Google Webmasters, seção de “integridade” indica todos os problemas.

Leonardo Canto e Mello é especialista em web marketing e relacionamento com o cliente.Gerenciou projetos de CRM e canais eletrônicos para mais de 20 paises na Linde Gas Therapeutics. Formado em administração de empresas pela PUC-RIO e especialização em marketing no IAG e gestão pelo IBMEC-RJ. Web é o canal.

Sua empresa é eficiente na retenção de pessoas?

Fala-se muito em apagão de mão de obra, a falta de profissionais qualificados e adequados, que as pessoas não estão se preocupando com sua formação profissional, estudar e se informar custa caro, “não tenho dinheiro e nem tempo para me preparar” e blábláblá.

Realmente, as informações acima são verdadeiras e procedem. Causam transtornos no mercado de trabalho, as empresas sofrem atrasos na produção, na entrega, na satisfação do cliente.

Estamos vivendo num mundo globalizado, informatizado e muito rápido. A exigência por qualidade está cada vez maior e mais intrigante. O empresariado perde o sono, pensando na melhor solução para que seu negócio seja rentável ou até mesmo, que consiga pagar as contas.

Sim, tudo isso é verdade.

Mas, e como as empresas estão tratando seus colaboradores atualmente? Existe a preocupação ou intenção em qualificar quem já faz parte do time? Treinar e desenvolver são verbos utilizados nas empresas?

Pois é, a resposta muitas vezes é não. Não se preocupam com nada do que está escrito acima. E, muitas vezes é o contrário.

No meu trabalho com recrutamento e seleção de pessoas, é muito comum, ao perguntar ao candidato/a o porque do seu interesse em sair da atual empresa, a resposta é quase sempre padronizada: não cumpriram com o que foi acordado na contratação. E por quê?

É muito comum, encontrarmos nas empresas pessoas talentosas, motivadas, interessadas em auxiliar no desenvolvimento da empresa. Essas pessoas, quando identificadas, devem ser avaliadas seriamente. Fazem parte de um seleto grupo de profissionais que dificilmente o mercado encontra.

Existem vários tipos de programa de treinamento e desenvolvimento de equipes, com custos diversificados, desde os mais acessíveis, até os que oferecem MBA ou certificações internacionais.

Reter colaboradores competentes e qualificados hoje é lucrativo, possibilita à empresa aplicar processos, dedicar-se mais ao planejamento estratégico anual, novos projetos, aplicação de sistemas e novos produtos.

Existem Consultorias especializadas na orientação de como criar programas como os citados acima, com custos bastante viáveis.

Arrisquem, mudem, façam o diferente, pensem fora da caixa.

O mercado urge por mudanças.

Mentiras e verdades sobre a margem de lucro

Caros leitores,

sempre que estou em feiras de franquia ou negócios, procuro conversar com o maior número de pessoas possível. Não há dúvidas de que, quanto mais negócios você conhece, mais chance terá de acertar em suas escolhas.

Sempre tenho em mente as perguntas chaves para se descobrir informações financeiras fundamentais de cada negócio. Mas aqui vou falar sobre uma informação que é dada por praticamente todas as redes: a margem de lucro, ou margem líquida.

A grosso modo, entende-se por margem líquida a divisão entre o lucro deixado pela loja e o faturamento no mesmo período. É uma questão fundamental para que se possa escolher bem sua franquia comparando DREs. Mas aí começam os problemas.

As redes, na gigantesca maioria dos casos, dizem que a margem de lucro é 15 ou 20%. Alias, se vocês pegarem os “folders” das franquias, verão que quase sempre o valor está lá marcado. Mas será que isso é verdade?

Vamos para um exemplo numérico. Para arredondar, vamos supor que uma franquia diga que vende 70.000,00 por mês, e sua margem seja 20%. Isso quer dizer que o lucro dessa loja será R$ 14.000,00. Beleza! Mas então aonde está o problema?

A questão é que essa margem de lucro funciona se sua loja for muito bem trabalhada e vender o valor previsto por eles. Por exemplo, se essa loja dessa franquia vender apenas 50.000,00, é praticamente certo que ela deixe bem menos do que os 20% prometidos. Ou seja, bem menos que R$ 10.000,00. Resumindo, a margem líquida se torna bem menor. Se essa loja vender R$ 35.000, provavelmente essa loja não vá deixar lucro, e sua margem se tornará próxima a 0%. Se a loja vender menos de R$ 30.000, muito provavelmente ela dará prejuízo, e sua margem será negativa. Lógico que isso não está escrito no “folder”.

Mas calma. Essa história não tem apenas o seu lado ruim. Vamos supor que a loja que você montou seja muito acima da média das lojas da franqueadora. Devido a uma excelente escolha de ponto e ao ótimo serviço prestado por você, alcançamos um faturamento de R$ 100.000,00. A boa notícia é que a sua loja provavelmente vá deixar bem mais do que a margem de 20% prevista pela rede. Seu lucro poderá ficar bem acima dos R$ 25.000,00.

É importante lembrar que fatores como o acerto no ponto, escolha de uma franquia séria, estratégia nas ações, controles de custo bem feitos, planejamento em suas operações e marketing agressivo podem impulsionar suas margens. A falta deles obviamente vai gerar um efeito contrário.

Mas o mais importante é que você entenda que uma mesma rede de franquia (ou empresa com várias unidades) provavelmente possua lojas com 30, 25, 20, 10, 0 e -10% de margem de lucro. Assim, faça seu dever de casa, e busque as melhores margens possíveis na sua rede. Lembre-se que tem sempre alguém (ou “alguéns”) com o abacaxi. Que esse não seja você…

E quando tiver na feira, a próxima vez que alguém te disser que a rede dele deixa 20% de margem de lucro, você já sabe a pergunta que irá fazer:

Faturando quanto???

 

Grande abraço e até a próxima.

Vicente Maia é especialista em franquias, análise de pontos comerciais e estratégia. Também é sócio da primeira franquia da Rede Mega Matte, e possui 3 lojas posicionadas entre os melhores faturamentos da rede de quase 100 lojas. Formado em administração de empresas pela PUC-RIO e especialização em gestão pelo IBMEC-RJ. Empreendedorismo “na veia”.

O que são os mecanismos de busca? O que é o Google?

Este é o segundo post da série sobre a história da Internet. Vamos abordar agora o assunto que rege a Internet atual, os sites de busca… sobretudo o Google.Com o crescimento da Internet, tornou-se mandatória alguma forma de busca de dados. Os primeiros mecanismos de busca, ou sites de pesquisa, ou buscadores, eram índices gigantescos criados a mão por empresas, isto mesmo! Algumas empresas foram criadas para ficar entrando página a página e digitar o resultado em uma grande lista. Assim, nasceu o Yahoo!!

Seus fundadores, Jerry Yang e David Filo, passavam mais tempo criando listas de links do que estudando na Universidade de Stanford. Logo perceberam que estas listas poderiam ser categorizadas e sub-categorizadas. Ao dispor este formato na web, os internautas passaram a achar com maior facilidade o que estavam procurando. E passaram a cadastrar os seus web sites no Yahoo prontamente.

Por que Yahoo?!: Yahoo significa “Yet Another Hierarchical Officious Oracle”, outra fonte de inspiração é o povo Yahoo do livro as viagens de Gulliver.

O Yahoo só tinha dois grandes problemas: o que não estava cadastrado estava fora da lista, e o que estava cadastrado deveria ser verificado.

O Google foi criado em 1998, com o propósito de ser um site de busca. Isto significava concorrer com o Yahoo!. Então o desafio era fazer um site de busca mais amplo, mais prático para os criadores de sites (que então começava a se tornar um grande negócio) e mais rápido para o usuário. Bom… Eles conseguiram resolver todas estas questões ao criar os web crawlers e o page rank.

A Missão do Google: A missão do Google desde o início foi “organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil”.

Os web crawlers são programas que buscam incessantemente o que há de novo na Internet. Cada site na Internet é analisado diversas vezes por semana por um desses robozinhos e ele informa aos servidores do Google do que se trata cada página, formando uma gigantesca lista.

A imensa lista não serveria para nada se os usuários não soubessem a importância de cada um daquesles sites.

Página do Google de 1998. Simples, pois os criadores não eram familiiarizados com html. Fonte: www.wikipedia.org

Como o Google resolveu isso? A lista foi indexada, ou seja, o sistema de busca acha cada palavra de cada site e, mais do que isso, define a relevância que aquele página tem dentro da grande lista.

Assim, foi criado o pagerank do Google. O pagerank é um algoritmo que torna possível a indexação das páginas no Google através de critérios, como quantidade de vezes que a palavra buscada apareceu dentro de um contexto e em que posição, quantidade de links corretos na página, quantidade de links para a página, etc.

Faltou então, a questão da velocidade: o Google conta hoje com mais de um milhão de servidores! Ou seja, aplica força bruta para resolver este problema.

A forma de calcular o algoritmo é o maior segredo da Internet, mas ele tornou possível que uma página seja encontrada com alto grau de relevância em fração de segundo.

O que significa Google?: Google vem de googol, o número 1 seguido de 100 zeros.

Em nosso próximo post da série “Uma breve história da Internet” falaremos do  Adwords e a propaganda pela Internet.

 

Qual a diferença entre paixão e estratégia?

Outro dia estava passando em frente à banca quando vi uma das edições da Superinteressante. A reportagem de capa tinha como título algo como “mentiras que todos acreditamos”. E um dos exemplos de mentira era: “o segredo do sucesso é amar o que você faz”.

Não li a reportagem, mas deve ter alguma boa teoria explicando isso. Na verdade, a conta é simples. Passamos um terço da nossa vida trabalhando. Então, se você não gosta do seu trabalho, no longo prazo vai ser complicado ter como única motivação o dinheiro. E não estou nem levando em conta que quantidade de dinheiro não é fator único para se definir o sucesso. Pelo menos para mim.

Agora, vamos trazer essa teoria para nossa realidade. Não tenho dúvidas de que o empreendedor tem muito mais chance de ter sucesso se fizer algo que ele conheça e goste de fazer. Pra começar, antes mesmo de montar o negócio, ele já é um grande consumidor do produto. Sabe todas as suas virtudes e seus problemas. Conhece diversos outros amantes (ou clientes potenciais) do produto. Se deixar, o empreendedor vai trabalhar no feriado, nas férias, tudo com prazer. Sempre busquei empreender em coisas que eu realmente curto. Funciona bem.

Mas essa não é uma história de apenas um lado. Muita gente boa e estudiosa em um assunto parte pra tentar ganhar dinheiro com o seu “hobby” sem qualquer conhecimento ou preparo em gestão. Muitas vezes ele sobrevive ganhando “a conta”, ou nem isso, levando o “business” bravamente com seu amor pelo que faz. Até que vem alguém realmente preparado e…. “gloupt”. Engole o nosso amigo apaixonado.

Um bom exemplo: em junho do ano passado eu estava andando na feira de franquias em São Paulo com 2 grandes amigos, Diogo e Solange. No meio daquelas centenas de coisas parecidas, o Diogo viu algo diferente. Era um “stand” desses envelopamentos de carro, que deixam o seu automóvel fosco. Fomos lá conferir sobre o que se tratava.

Estava lá uma mulher bonita (daquelas que também podem ser chamada de isca de stand), e o dono da marca. Ao nos ver aproximar, começou a discorrer sobre o produto. Ele dizia que foi ele que começou o envelopamento no Brasil, que trabalhava com carros de empresas, carros de passeio, motos, que era um mercado muito bom… E eu perguntava: Quais são as margens do negócio? E ele continuava explicando que aquele envelopamento ficava excelente em carros de luxo, que o adesivo não estragava o carro, que era feito pelo material A, B e C… e eu perguntava: mas quais são as margens do negócio? E ele continuava dizendo que o envelopamento na loja dele era feito a perfeição, que se precisasse trocar o adesivo ele tinha a solução tal e…

Até agora não sei se ele não achava minha pergunta importante, se não sabia a resposta, ou se estava tão entretido com a impressionante qualidade do seu produto que esqueceu de escutar o cliente.

Resultado: quando ele deu uma vacilada e olhou pro carro envelopado ali exposto, os 3 saíram correndo. Acho que o cara está até agora falando de todos os componentes químicos do material usado por ele.

Moral da história? Possivelmente ele é um daqueles apaixonados pelo seu negócio com pouca visão estratégica e de gestão. Se continuar por esse caminho, provavelmente o fim dele será o mesmo de muitos empreendedores apaixonados que esquecem de conhecer melhor o cliente, de organizar financeiramente a empresa, de gerir estoque com inteligência, de montar uma equipe preparada, de se capacitar tecnologicamente para crescer, e por ai vai…

E o pior é que ele é tão apaixonado pelo negócio que não consegue enxergar momentos críticos. Grande parte dos empreendimentos já foi um dia o sonho de um empreendedor. E reconhecer que ele não está dando certo exige uma visão fria, sem emoções.

Para terminar, vou reafirmar que a paixão pelo seu negócio é importantíssima. Assim como a estratégia é fundamental. Se você for um apaixonado pelo seu negócio com conhecimento de gestão e visão estratégica, vai fundo. Seu futuro é azul.

Grande abraço e até a próxima.

Vicente Maia é especialista em franquias, análise de pontos comerciais e estratégia. Também é sócio da primeira franquia da Rede Mega Matte, e possui 3 lojas posicionadas entre os melhores faturamentos da rede de quase 100 lojas. Formado em administração de empresas pela PUC-RIO e especialização em gestão pelo IBMEC-RJ. Empreendedorismo “na veia”.